ITAIPU VAI INVESTIR R$ 750 MILHÕES EM UNIVERSIDADE PETISTA: custo vai impactar a conta de luz e prejudicar trabalhadores e aposentados.

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A Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu anunciou um investimento de aproximadamente R$ 752 milhões para a retomada das obras do campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR). A decisão, no entanto, tem gerado polêmica, com especialistas do setor elétrico apontando um possível reflexo no custo da conta de luz dos brasileiros.
A Unila foi criada em 2010, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de promover a integração acadêmica entre países latino-americanos. As obras do campus, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foram interrompidas em 2014, e a previsão é que sejam retomadas em abril de 2025. O novo investimento contempla a construção de um restaurante universitário, um edifício administrativo e um bloco de salas de aula.
No entanto, a fonte dos recursos tem levantado questionamentos. O valor será custeado pela própria Itaipu, com base nas chamadas “outras despesas de exploração”, que incluem projetos socioambientais. Críticos apontam que esses gastos não estão diretamente ligados à geração de energia e que a redução dessas despesas poderia aliviar a conta de luz.
Entidades do setor elétrico defendem que Itaipu deve focar em seu papel principal — a produção de energia — e argumentam que projetos como esse deveriam ser financiados diretamente pelo Orçamento federal, com maior controle e transparência.
Por outro lado, o Ministério da Educação e a própria Itaipu justificam o investimento, destacando a importância estratégica da Unila para a integração regional e a necessidade de revisar mais de três mil projetos executivos originais. O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops) está responsável pela condução do projeto e afirmou que os valores ainda são estimativas preliminares, pois a obra se encontra em fase de licitação.
O Ministério de Minas e Energia, ciente do debate, declarou que a redução das tarifas de energia é uma prioridade e que estão previstos aportes de R$ 2 bilhões em 2025 para aliviar o custo das contas de luz.
Enquanto o projeto segue em análise, a polêmica persiste: até que ponto o consumidor de energia deve arcar com investimentos de cunho social e educacional? A resposta, ao que tudo indica, será debatida nos próximos meses.
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