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PARAGUAI CRIA CENTRO ANTITERRORISMO EM ASSUNÇÃO COM APOIO DO FBI E MIRA HEZBOLLAH NA TRÍPLICE FRONTEIRA

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O governo do Paraguai anunciou, nesta semana, a criação de um centro antiterrorista em Assunção, que terá o apoio direto do FBI (EUA) e vai atuar no combate ao Hezbollah e ao crime organizado na região da Tríplice Fronteira, área estratégica que liga Paraguai, Brasil e Argentina.

O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Enrique Riera, no dia 15 de agosto, após reuniões em Washington com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e autoridades de segurança dos EUA.

Segundo o governo paraguaio, o centro contará com um núcleo inicial de 15 policiais locais treinados pelo FBI, além de agentes capacitados por forças de segurança do Chile e da Colômbia. A iniciativa será reforçada por uma base operacional no lado paraguaio da Tríplice Fronteira, que deve atuar em cooperação direta com forças brasileiras e argentinas.

> “Estamos dando um passo histórico para proteger nossa soberania e reforçar a segurança regional. O Paraguai não será refúgio para grupos terroristas nem para organizações criminosas”, afirmou Riera.



Hezbollah sob pressão

O movimento xiita libanês Hezbollah, que já havia sido classificado como organização terrorista pelo Paraguai, agora também passa a ter seus integrantes partidários incluídos na mesma lista. Autoridades locais e internacionais apontam a região da Tríplice Fronteira como um ponto de lavagem de dinheiro, contrabando e financiamento de atividades terroristas.

A medida ocorre em um momento de aproximação política e militar entre Paraguai e Estados Unidos, que vêm intensificando a troca de informações de inteligência.

Cooperação regional

O centro antiterrorista se soma ao trabalho do Comando Tripartite da Tríplice Fronteira, acordo firmado entre Brasil, Argentina e Paraguai para fortalecer a segurança e o intercâmbio de informações. Renovado em maio deste ano, o pacto ganhou novo fôlego com a entrada do FBI como parceiro estratégico.

Analistas veem a iniciativa como um movimento para blindar a região contra redes internacionais de terrorismo e, ao mesmo tempo, enfrentar os grupos criminosos que operam no narcotráfico e contrabando.

Impacto geopolítico

A decisão de Assunção pode aumentar a influência dos EUA na região, o que tende a gerar reações políticas. De um lado, o Paraguai ganha reforço na sua capacidade de segurança; de outro, o gesto sinaliza uma maior dependência da presença norte-americana em solo sul-americano.

Enquanto isso, Brasil e Argentina acompanham de perto, já que a nova estrutura poderá impactar diretamente o cotidiano da segurança fronteiriça e a dinâmica econômica da região.

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