Política

BARRETOS VIRA PALCO 2026 : Sem Michelle, Tarcísio Assume Defesa de Bolsonaro em Barretos e Une Governadores da Direita

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A tradicional Festa do Peão de Barretos (SP) ganhou um tom político inédito neste sábado (23). No palco do maior rodeio do Brasil, três governadores da direita — Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO) — compartilharam holofotes, criticaram o PT e a esquerda e lançaram um recado claro: “um de nós chegará ao Planalto em 2026”.

Em um dos momentos mais marcantes da noite, Tarcísio ergueu um boneco inflável de Jair Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente, hoje em prisão domiciliar por ordem do STF, é vítima de uma “grande injustiça”. O gesto arrancou aplausos do público, estimado em mais de 35 mil pessoas, que lotaram as arquibancadas do estádio de rodeios.

O clima do evento

O trio de governadores discursou ao lado de lideranças da associação Os Independentes, organizadora da Festa do Peão há sete décadas. Vestindo camisas sociais e calças jeans, eles reforçaram a ligação com o público do agro e com as tradições sertanejas — símbolos caros ao eleitorado conservador.

Sem a presença de Michelle Bolsonaro, figura de destaque nas últimas edições do rodeio, Tarcísio assumiu o papel de principal defensor do ex-presidente. “O tempo trará justiça”, disse, reforçando sua lealdade a Bolsonaro. Já Zema e Caiado exaltaram o agronegócio como motor da economia e reforçaram críticas ao governo federal.

O que está em jogo

Projeção nacional: o encontro em Barretos serviu como vitrine para ensaiar uma frente de governadores da direita rumo a 2026.

Base conservadora: o rodeio é palco simbólico para o setor agropecuário e para um público majoritariamente ligado a pautas conservadoras.

Narrativa política: ao colocar Bolsonaro no centro, mesmo ausente, o grupo tenta manter unida a militância bolsonarista e reforçar a narrativa de perseguição judicial.


Contexto

Desde 2017, a Festa do Peão se tornou espaço de cortejo político. Bolsonaro marcou presença em várias edições e chegou a usar o evento como palanque eleitoral. Este ano, pela primeira vez em quase uma década, ele não pôde comparecer, mas sua ausência foi compensada pelo gesto simbólico de Tarcísio e pelo coro dos governadores aliados.

Fonte | Estadão

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