ATIVISMO ÀS AVESSAS: “Sob Leis Islâmicas Radicais, Orgulho LGBT+ Vira Sentença de Morte”

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Um fenômeno curioso — e polêmico — vem se repetindo em protestos pelo Ocidente: mulheres e militantes LGBT+ empunhando bandeiras da Palestina como símbolo de “luta por liberdade”. Mas, ao olhar mais de perto para a realidade dos territórios governados pela sharia, surge uma contradição gritante: estariam esses grupos defendendo justamente regimes que, se estivessem sob seu domínio, os perseguiriam sem piedade?
Especialistas em direitos humanos lembram que a lei islâmica aplicada em regiões como Gaza não abre espaço para igualdade de gênero nem para liberdade sexual. Pelo contrário: garante punições severas a quem ousa desafiar tradições rígidas. Prisão, repressão, apedrejamento, chicote e silêncio costumam ser o destino de quem sai da linha.
Mulheres sob tutela
Mulheres que hoje gritam “Palestina livre” em marchas no Ocidente talvez não percebam a contradição. Nos territórios palestinos, elas não podem escolher livremente a roupa que vestem, enfrentam restrições para circular sem a companhia de homens, valem metade do testemunho masculino em tribunais e podem até ser punidas mesmo quando são vítimas de violência.
Essa realidade levanta a pergunta: a “liberdade” que dizem apoiar é, na prática, um sistema que limita sua autonomia e coloca a submissão como regra.
LGBT+ sob perseguição
No caso da comunidade LGBT+, a situação é ainda mais drástica. Em Gaza, não existem marchas, bandeiras coloridas ou espaços de expressão. Quem ousa se assumir publicamente corre risco real de prisão, tortura ou morte. Muitos dos poucos influenciadores árabes gays que ganharam voz no mundo tiveram que fugir para o exílio — nenhum conseguiu viver sua identidade plenamente dentro desses territórios.
O paradoxo do Ocidente
No Ocidente, entretanto, o apoio se multiplica em discursos inflamados, muitas vezes carregados de frases feitas e pouco conhecimento de causa. São os chamados “ativistas de sofá”: gente que dificilmente conseguiria localizar a Palestina no mapa, mas que repete slogans prontos em nome de uma justiça seletiva.
Na prática, levantam bandeiras que, em um contexto real, jamais teriam permissão para erguer.
Conclusão
A contradição é evidente: defender a Palestina sendo mulher ou LGBT não é um ato de emancipação, mas uma espécie de ativismo às avessas. É como pedir a jaula que vai prender, a coleira que vai sufocar, a faca que vai cortar a própria garganta.
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