SERTÃO EM FOCO: “Cabo Gilberto Articula Com Extrema-Direita de Catolé do Rocha Para Isolar Pré-Candidatura da Primeira-Dama Geska Maia”

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A disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba ganhou contornos de tensão política no Alto Sertão. Em Catolé do Rocha, uma movimentação liderada pelo deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), em parceria com setores da extrema-direita local, tem como alvo a pré-candidatura de Geska Maia, primeira-dama do município, lançada recentemente pelo prefeito Laurinho Maia.
O prefeito anunciou o nome de Geska como sua aposta para a Assembleia com o objetivo de fortalecer politicamente toda a 8ª região correspondente ao Medio Piranhas, tradicionalmente pouco representada na Casa de Epitácio Pessoa. O gesto foi bem recebido por lideranças locais, que veem na candidatura uma oportunidade de garantir uma voz autêntica do sertão no parlamento estadual.
No entanto, conforme relatos de bastidores, a ascensão de Geska incomodou setores da extrema-direita de Catolé, fortemente ligados ao deputado Cabo Gilberto, que encontrou apoio dentro do PL municipal — presidido por Eliane Keila Guimarães, esposa do policial penal Ronaldo Pedro, apontado como o verdadeiro comandante das decisões da sigla na cidade.
A estratégia montada seria clara: trazer para a disputa um nome de fora da região, no caso o deputado estadual Sargento Neto, de Campina Grande, para enfraquecer a candidatura da primeira-dama. A presença de Neto no cenário catoleense seria, na prática, uma tentativa de dividir votos e minar o crescimento da base de Geska, cuja ligação com a realidade sertaneja é vista como uma vantagem competitiva.
A aproximação de Cabo Gilberto com o prefeito Laurinho, inicialmente vendida como um gesto institucional em busca de recursos, passou a ser vista com desconfiança por aliados do gestor. O temor é que o deputado esteja tentando usar a popularidade e aprovação da gestão municipal como trampolim para infiltrar candidaturas alinhadas a seus interesses, mesmo que estas não tenham qualquer vínculo histórico, social ou afetivo com a região.
A movimentação gerou críticas entre lideranças locais, que apontam o contrassenso de setores da direita catoleense em preferir um nome de fora, alheio às dificuldades enfrentadas diariamente pelo povo sertanejo, em detrimento de uma representante legítima da região. A disputa interna promete esquentar o clima político em Catolé do Rocha, antecipando o tom da eleição de 2026.
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