Governo Gasta R$ 200 mil Com Escritório na Itália Para Avançar na Extradição de Carla Zambelli

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O governo brasileiro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), firmou contrato no valor de R$ 200 mil com o escritório jurídico Gentiloni Silveri, sediado em Roma, para atuar na fase cautelar do processo de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália.
Segundo a AGU, o valor corresponde apenas à primeira etapa do processo, que analisa a legalidade da prisão preventiva e os riscos de fuga. Novas contratações deverão ser feitas para as próximas fases do procedimento, que podem se estender por meses ou até anos, dependendo das decisões da Justiça italiana.
Prisão mantida na Itália
No último dia 28 de agosto de 2025, a Justiça italiana decidiu manter Zambelli presa, alegando “risco máximo de fuga” e descartando alegações da defesa de que a parlamentar teria problemas graves de saúde. A decisão reforça a posição do governo brasileiro de seguir com o pedido formal de extradição.
Condenações no Brasil
Carla Zambelli foi condenada em duas ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma delas, recebeu cerca de 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. Em outra, foi sentenciada a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, somando aproximadamente 15 anos de pena.
Custos e repercussão
O gasto de R$ 200 mil com o escritório italiano já gera debates políticos no Brasil, especialmente entre aliados e críticos do governo. A AGU justifica a contratação como necessária para assegurar que o país tenha representação qualificada no exterior, diante da complexidade do processo de extradição.
Especialistas avaliam que a extradição pode se tornar um processo longo e politicamente sensível, envolvendo não apenas a Justiça italiana, mas também negociações diplomáticas.
Fontes: Metrópoles, Diário do Centro do Mundo, DM, AGU – Gov.br.
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