CANALHAS MIL VEZES : PT levanta suspeita de asilo e pressiona por prisão preventiva de Bolsonaro

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A tensão política em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou novos capítulos nesta semana, após declarações do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, que afirmou existir risco concreto de o ex-chefe do Executivo pedir asilo em uma embaixada estrangeira. Segundo o petista, Bolsonaro poderia em “dez minutos” chegar à representação diplomática dos Estados Unidos, localizada a poucos quilômetros de sua residência em Brasília, e solicitar salvo-conduto para deixar o país.
A afirmação repercute em meio à descoberta, pela Polícia Federal, de um rascunho de solicitação de asilo político ao presidente argentino Javier Milei. O documento foi localizado no celular do ex-presidente e datado de fevereiro de 2024, no mesmo dia em que Bolsonaro visitou a embaixada da Hungria na capital federal. Para investigadores, a minuta reforça o argumento de que ele representa risco de fuga, justificando medidas mais duras.
Defesa nega plano de fuga
A defesa do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica desde agosto, contestou a versão da PF. Advogados afirmam que o texto encontrado é apenas uma proposta descartada e que Bolsonaro nunca formalizou pedido de asilo a nenhum país. “Não há fuga, não há risco, nem violação de medidas judiciais”, disseram em nota.
STF e PGR analisam cenário
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa apresentasse esclarecimentos sobre o documento, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve se manifestar até esta segunda-feira (25) sobre o pedido de prisão preventiva feito pela bancada petista.
Cenário político conturbado
As suspeitas de fuga internacional surgem em um contexto já delicado: Bolsonaro é alvo de inquéritos que investigam tentativa de golpe de Estado, além de irregularidades envolvendo sua gestão. Para a oposição, a eventual busca por asilo reforça a necessidade de medidas mais rígidas para impedir que ele escape da Justiça. Já aliados afirmam que o caso é mais um episódio de perseguição política.
Independentemente da decisão judicial, o episódio evidencia como a crise em torno do ex-presidente se tornou também uma disputa de narrativas — entre a versão de risco real de fuga e a defesa de que tudo não passa de especulação política.
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